O Palmito cultivado

 

Historicamente o palmito no Brasil é uma atividade extrativista. A palmeira conhecida como Juçara é a mais tradicional, uma espécie nativa da Mata Atlântica, é utilizada como matéria prima para produção de palmito comercial desde os anos 40 no Brasil. Entretanto, com o seu corte desenfreado a partir dos anos 90 teve sua sobrevivência na mata ameaçada, então surgiram leis ambientais que tornaram o seu corte dificultado através de planos de manejo.

A partir de 1992 várias indústrias processadoras de palmito sentiram-se ameaçadas pela falta de matéria prima, então produtores e pequenas indústrias de Santa Catarina iniciaram os trabalhos de pesquisa para aproveitamento da palmeira real da Austrália. Esta espécie até então era utilizada basicamente como ornamentação de praças e jardins residenciais, porém com os trabalhos de pesquisa da Epagri, a partir de 1996, surgiram técnicas adequadas e o fortalecimento progressivo desta cadeia produtiva.

Hoje, a palmeira real da Austrália, é uma espécie de palmito que mais se assemelha ao palmito juçara, em termos de coloração, sabor, textura e valor comercial.

O Estado de Santa Catarina é o Estado pioneiro nesta atividade e atualmente lidera o seu cultivo. Representa uma cultura com bom retorno econômico por área, bastante rústica, exigindo uma pequena quantidade de agrotóxicos e com ótima segurança agronômica, tendo boa tolerância a geadas, ventos, granizo, seca e uma das principais vantagens, pode ser colhida em nosso Estado o ano inteiro.

Santa Catarina   é o primeiro produtor nacional. Cerca de 1.300 famílias de pequenos produtores rurais estão envolvidas no processo. A área plantada passa de 5.500 hectares, sendo no litoral central de Santa Catarina, a terceira atividade agropecuária mais importante, atrás apenas do arroz irrigado e banana.

A NATUPALM tem uma contribuição importante neste processo. A empresa está envolvida em todas as fases de produção, desde a produção de sementes e mudas, cultivo a campo da matéria prima e sua industrialização. O seu sócio fundador, o Engenheiro Agrônomo Edson Luiz Fantini, foi um dos pioneiros na introdução desta cultura no Estado. Em 1995 trouxe uma equipe técnica do BNDES do Rio de Janeiro, e elaborou e trabalhou para aprovação do primeiro financiamento de investimento no Brasil para a cultura da palmeira real.

Estamos trabalhando a cerca de oito anos em alternativas para agregar valor nesta atividade. Lançamos recentemente os patês de palmito e agora o Hambúrguer de palmito, além dos cortes dos palmitos tradicionais, e o palmito picado em bag, ou seja, embalagem flexível a vácuo.

A Cultura da palmeira real se encaixa perfeitamente com as condições de clima, solo e aptidão natural da região do litoral central de Santa Catarina. É uma cultura sustentável, ecológica, pois não degrada a mata nativa existente e contribui com uma boa renda ao pequeno produtor, fortalecendo a permanência da família na atividade rural, desta forma, socialmente justa e ambientalmente equilibrada.

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